Aqui o amor que chega primeiro, é o próprio!


Quando finalmente eu me dei conta, que aquela não era eu no espelho.
Que já contavam muitos dias que minhas noites eram sem sono e regadas as lágrimas.
Perdi quilos na balança, mas muito mais que isso, me perdi de mim para encontrar quem não estava a minha espera.

E foi da maneira mais difícil que eu me encontrei. Do meu jeito torto, regido a teimosia.
Eu paguei pra ver, e demorei muito tempo pra acreditar no mal investimento.
Mas no fim, voltei pra mim.

Por que não vale a pena amar por dois. E nem sofrer dobrado.
Amar não é possuir, isso é doença. E eu tava sendo contaminada por você.
Amar não é chorar noites seguidas, isso é tortura.
Eu me recuso a sentir dor, e fingir demência nas frentes das pessoas. Me recuso a viver anestesiada, a espera do dia da mudança, e ele nunca chega.

Quero barulho do riso e coração tranquilo.
Não estou mais anestesiada, mas vacinada para decepção, dor e mágoa.

Aliás, nem perco meu tempo com mágoas, eu que não vou carregar o peso dos seus mal feitos.
Abstenho.

Agora sou assim, leve. Feliz.
Quer ficar, se aconchegue, mas respeite as regras da casa.
Sou eu quem mando, se não quiser ficar, que vá. Nem vou sentir falta.

Eu me perdi para me encontrar, e achei muito mais do que podia esperar.
Encontrei o meu amor, aquele que vem primeiro, que começa por mim, o amor próprio!

Marcelle Beathriz

2 comentários:

  1. estou passando por um momento muito difícil em minha vida e em suas publicações eu vejo a vida de outro angulo,obrigada por fazer parte de minhas mudanças

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  2. Que menina abençoada, conseguiu transmitir, pelas palavras, o que Eu, mulher de 50 anos sinto. Deus te abençoe

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