O tal jogo do "Quem se importa menos"


A regra é a seguinte, ao menor sinal de entrega você corre.
Porque hoje o mais sincero e sem medo perde o jogo.
O que vale mesmo é a demora, e só mandar mensagem quando for pra responder o outro.
E se a resposta dele demorar? Demore o mesmo tempo pra devolver nova resposta.

Quem fugir a essa regra, pode crê meu amigo, não joga, fracassa.

Os relacionamentos perderam a magia do encontro, do se conhecer a cada dia.
Você precisa construir um muro diante da pessoa, e ela tem que te desvendar e não te conhecer.

Melhor fechar o coração do que sofrer, não é mesmo ?

NÃO!

Estamos nos tornando uma geração de pessoas frias, desapegadas e mortas de medo de quebrar a cara.

O medo da decepção turva a visão, aliena o coração e trava a mente.

Nos impede de viver momentos de intensa felicidade, porque estamos mascarando nossos interesses sobre o amor. Queremos ter, mas não queremos ser. Por que custa demais transparecer, ser você mesmo. Por isso nos escondemos por trás de um jogo que não se tem vencedor.

No fim, duas pessoas se perdem por que não foram fortes o suficientes para aproveitar a oportunidade de ser agradável ou conhecer um ser humano incrível.
Quando não, temos muitas oportunidades, e para não perder nenhuma delas, não nos envolvemos com nenhuma e no fim também ficamos sem ninguém.

Que graça tem?

Se o bonito mesmo é lembrar que sorriu, viajou, compartilhou um momento junto, aprendeu, cresceu, amadureceu ao lado de alguém, que pode ter partido e por isso te fez chorar, descabelar, e depois te ensinou a renascer e ser melhor.

Tanto receio pra esconder que gostamos mesmo é de mãos dadas, declaração no pé do ouvido, aquela ligação matinal, um simples beijo de boa noite, gostamos mesmo é de viver e repetir sempre tudo isso.

Quebrar a cara não faz mal não minha gente. Quebrar a cara é lição. Renascimento. Descoberta.
E a mesma oportunidade que pode te decepcionar, é aquela que pode ser única na tua vida.

Pense nisso!

Marcelle Beathriz


 


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1 comentários:

  1. De fato, as pessoas tem medo se ser elas mesmas. Todos se armam numa armadura arrogante de auto suficiência e no fim, para sermos felizes precisamos sim uns dos outros pois nossas fraquezas se aperfeiçoam nas fortitudes de quem nos ama e vice e versa. Ótimo texto

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